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9 de ago. de 2010

Sim, ainda há uma cruz e é sua. (PARTE I - Série Cruz)

É complicado ter que dizer NÃO para aquilo que queremos ou gostamos. Ter que dizer NÃO pra aquela social com os amigos, ou pro Ice que todo mundo toma, ou pro garoto(a) lindo(a) que corre atrás de você, ou ao consumismo cof cof, consumismo é comigo mesma.
Quando leio o que Jesus disse em Mateus 16, acabo tomando uma bela alfinetada no ego. No versículo 24 diz o seguinte: "Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me". Nossa, meu tapão atrás da orelha.. :S
É tão claro que nem explicação cabe nesse momento. Se eu quero ir após Cristo, eu devo negar a mim mesma. Negar minhas vontades, os desejos da minha carne (esse mesmo de falar mal das pessoas, de mentir, de enganar), tenho que negar a minha medíocre vida. Aí você pensa assim: "Mas é MINHA vida, por que vou negá-la?". Nesses momentos me lembro de uma frase em especial, de Paulo, que mexe comigo lá no fundo, escrita em Filipenses 1.20b e 21, "(...) antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque pra mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro."
Me comove a forma com Paulo se manifesta, 'Cristo será engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte'. É como se ele dissesse: "Cara, dane-se se pra vocês isso é loucura, Jesus vai ser honrado em mim, seja em vida, seja durante/após a morte. Eu posso viver mil anos, esses mil anos vão ser pra Ele, como posso morrer por amor a Ele hoje, ainda assim, Ele será O exaltado na minha vida". Coça a cabeça agora e diz: "Mas ele é Paulo, eu sou [seunome]. Ele era PAULO!" Paulo era tão humano e falho como você, como eu. Imagino que a maior "diferença" entre nós era a fé de Paulo no Deus em que servia. 
Li hoje no livro de uma mulher que admiro muito, pastora Laudelina Lima, onde a mesma faz uma referência muito importante sobre fé que pretendo levar comigo durante toda vida: "Fé é crer. Crer envolve confiança. Quem confia fica tranquilo". Paulo ficava tranquilo diante das situações que vinham até ele por isso, havia confiança na sua relação com Deus. Por isso, morrer não era tão trágico. Morrer seria apenas a transição entre o mundo em que vivemos e o próprio Paraíso com o Pai de braços abertos esperando-o ansiosamente. Por isso para Paulo não havia complexidade em largar suas vontades e desejos para fazer as do Senhor.
O mesmo Paulo repetiu algo semelhante em II Coríntios 5.14 e 15, "Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu no lugar de todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para Aquele que por eles morreu e RESSUSCITOU". Que não vivam mais pra si, mas pra Ele. Como é incrível! Tô tentando me referir desde o princípio da postagem, sobre a negação ao pecado, a vontade própria, ao nosso 'EU'. Vamos ser corajosos como Paulo e abraçar nossa cruz para seguir Jesus. Ele é o único que pode nos guiar para o Criador (João 14.6).

Um comentário:

  1. Amei a postagem..
    Tenho certeza de que foi completemente Inspirada por Deus...

    Desesperada pra ler a "PARTE II" =D

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